Algumas pessoas continuam a insistir, principalmente da cintura (do país) para baixo, que não têm CU. Não os censuro por quererem ter "rabo". Aqui na Galiza, onde vivo, todos os machos o temos, só que do lado oposto.
Quando eu era pequenino, a minha mãe deixou-me bem explícito que o conjunto formado pelas duas nádegas e pelo ânus (vulgo "olho do cu") constituía um órgão vital para a sobrevivência de todo o ser humano, pois para além de almofada de protecção do osso ilíaco -- sei bem do que falo, pois ainda recordo os bancos de pau das carruagens de 3ª classe da CP, tão bem quanto as carteiras da escola primária, do liceu ou até da UP -- este órgão é o responsável pela expulsão de tudo, ou quase tudo, o que sobra no nosso organismo. No seu propósito de me educar convenientemente, a mãe Casais (que nunca aceitou adoptar o apelido Castro, já podeis imaginar de que "marca" é) ensinou-me a referir-me a ele (ao órgão) como TUTU. Convenhamos que era uma razoável aproximação e, afinal, uma garantia, que o Serviço Nacional de Censura, a PIDE ou simplesmente um exacerbado brigadeiro de bons costumes não me viria incomodar. Assim cresci, convencido que tanto eu como o gato tínhamos um tutu cada um, só que o dele ornamentado por um nervoso e irrequieto RABO. Rabo eu não tinha não, nem ninguém na família.
Passaram todos estes anos, com câmbios notáveis na nossa sociedade, revolução de Abril incluída, e chego agora à conclusão que fui um grande atrevido, quando tive a ousadia de escrever, musicar e propor aos meus companheiros que a integrassem num CD e no repertório dos Trabalhadores, uma canção intitulada "Cu ó léu". Pelos vistos, esta palavra (Cu), que figura no lugar que lhe pertence no dicionário da Porto-Editora, da mesma forma que na Tabela Periódica da Química, não é apropriada para consumo, entre outras, das "boas famílias" que contribuem para os picos de audiência do programa "Chamar a Música" da SIC, no qual participamos há umas semanas e que, ironia das ironias, é apresentado pelo nosso amigo Herman, todo um especialista em liberdades verbais. A produção do programa, depois de tentar demover-nos de interpretar a canção por inapropriada para o horário "nobre" e tipo de audiência (crianças, disseram?!?), aceitou, mas apesar do trabalho que me deram a preparar as legendas em Português académico (como de resto se pôde observar na interpretação do "Chamem a pulíssia" - ver post anterior) não as emitiram e trataram a canção e os intérpretes como produto do orifício em discussão. Reparem bem no resultado. Foi tal qual como se pode apreciar.
Para cúmulo, em nenhum momento indicam que as vozes são em directo em ambas as canções. Coisas da TV.
Mais logo, quem puder (e quiser) que se venha divertir connosco em Leiria. que o tempo convida...
quinta-feira, 10 de julho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Os Trabalhadores numa actuação bilingue

Pois no próximo Domingo somos os convidados especiais do programa "Chamar a Música" que se transmite na SIC, a partir das 22 horas, conduzido por Herman José. E não é que, finalmente, alguém deu conta de que falamos uma língua diferente? E para gáudio de todos quantos acreditamos que, algum dia, o Nortense será a terceira língua oficial dentro do estado Português, vamos poder tê-lo, ao Nortense, traduzido em tempo real, durante as duas interpretações dos Trabalhadores. É mesmo verdade: legendas em Português académico, como o que preenche as páginas dos dicionários da Porto Editora. Não percam esta ocasião única. Nós ainda não cremos na promessa.
... Só que antes disso, passaremos pelo entroncamento na Quinta 19 de Junho. Apareçam!!
Trabs
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sábado, 17 de maio de 2008
Regresso às origens
Na passada segunda feira 12, cinco estudantes do 12º ano da Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto, apresentaram no Auditório da casa, perante uma sala cheia de alunos e professores, um documentário de 50 minutos dedicados à Música Pop/ular Portuguesa dos últimos 50 anos, sob o sugestivo título "Soldados da CriaSom". O nome, por si só, já seria suficiente para atrair a nossa atenSom, e não faz falta explicar porquê neste blog, mas é que, para além dele, também se dava o facto de nós, os Trabalhadores, sermos uns dos protagonistas do vídeo. Entretanto tínhamos sido convidados a assistir à "première" e não quisemos faltar. Com meios muito exíguos, desde as filmagens até à edição e montagem, estes 5 jovens, "brilhantes" na opinião de alguns dos seus professores com quem tivemos oportunidade de conversar, produziram uma sequência de imagens, com excelente ritmo e montes de atractiva informação, que mantiveram interessadamente atentos todos quantos enchiam o auditório, onde tantas vezes nos anos 60 assisti, com bastante menos interesse diga-se, às aulas de canto coral. É que, meus amigos, eu sou um dos "velhos" (se calhar não devia ter posto aspas, mas fica assim) alunos do então Liceu Alexandre Herculano, onde aprendi, entre coisas boas, o hino da Mocidade Portuguesa, à qual, justiça seja feita à minha mãe que moveu o que pôde para que assim fosse, nunca pertenci. Ainda que cantasse a letra de forma robótica, no meu subconsciente eu dizia "Lá ides, cantando e rindo, lavados, lavados sim, no cérebro qu'inda vos resta..."
Devo ter começado por essa altura a explorar a minha veia humorística e a minha tendência para versionar canções com uma "certa" dose de ironia.

Assim rezava o convite que nos foi dirigido
Olá!
Somos um grupo de alunos do 12º ano da Escola Secundária Alexandre Herculano do Porto, e estamos a desenvolver um projecto sobre a Diversidade Cultural na música portuguesa. Para podermos retratar com veracidade o panorama e as diferentes influências na música portuguesa, resolvemos realizar um documentário, onde sejam reunidas entrevistas, peças com excertos musicais, videos...
Gostavamos de vos entrevistar, já que representam a pura influência rock no nosso país mas principalmente na nossa cidade, demonstrando a essência portuense nos vossos albuns.
Se for possivel agradeciamos que nos dessem uma resposta para podermos posteriormente realizar a entrevista ou mesmo assistir a algum ensaio por exemplo.
Os nossos cumprimentos,
Sara, (na foto acima) Tânia, João, Mauro e Emanuel

Numa sala que começava a encher de forma exemplarmente disciplinada, parece que éramos os únicos que não mantinham a compostura (é que a fotógrafa estava lá).
No final até houve sessão de autógrafos...
Devo ter começado por essa altura a explorar a minha veia humorística e a minha tendência para versionar canções com uma "certa" dose de ironia.

Assim rezava o convite que nos foi dirigido
Olá!
Somos um grupo de alunos do 12º ano da Escola Secundária Alexandre Herculano do Porto, e estamos a desenvolver um projecto sobre a Diversidade Cultural na música portuguesa. Para podermos retratar com veracidade o panorama e as diferentes influências na música portuguesa, resolvemos realizar um documentário, onde sejam reunidas entrevistas, peças com excertos musicais, videos...
Gostavamos de vos entrevistar, já que representam a pura influência rock no nosso país mas principalmente na nossa cidade, demonstrando a essência portuense nos vossos albuns.
Se for possivel agradeciamos que nos dessem uma resposta para podermos posteriormente realizar a entrevista ou mesmo assistir a algum ensaio por exemplo.
Os nossos cumprimentos,
Sara, (na foto acima) Tânia, João, Mauro e Emanuel

Numa sala que começava a encher de forma exemplarmente disciplinada, parece que éramos os únicos que não mantinham a compostura (é que a fotógrafa estava lá).
No final até houve sessão de autógrafos...
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terça-feira, 13 de maio de 2008
As última aventuras...

Ainda que não fosse o nosso tipo de aquário, o Queimódromo funcionou de maravilha e a macacada percebeu que, mais tarde ou mais cedo, íamos tocar o "Chamem", o "Taquetinho", o "Pom" e o "Gaijo do Pôrto". O resto do "recheio", ou seja os temas do "Iblussom", algum dia hão-de ser trauteáveis, ou talvez não, mas também não é importante: nunca tivemos propensão p'rá pastilha elástica com o sabor do mês.



Também valeu a pena essa excitada e excitante colaboração da Teresa Paiva, em gaita galega, na abertura com o "Cordabida", e que o João Azevedo ilustrou com imagens a propósito.

Por tudo isto acabámos mais divertidos no Sábado à tarde, às portas do mercado do Bolhão, onde a claridade do dia ainda não convidava ao coma etílico. Além do mais, a causa em si despertava todo o nosso espírito de solidariedade e sacrifício, relembrando velhas experiências de chegar aos eventos antes dos próprios meios técnicos e subir a tocar embebidos na incógnita do "como soará?".
Mas eis que, uma vez mais, a surpresa agradável desperta a adrenalina e o resultado final foi, segundo as crónicas, insuperável. Esperamos que ainda ecoe nos crâneos proclives às demolições.
Serjom

fotos de Luís Pedro Carvalho
quinta-feira, 1 de maio de 2008
1 ANO de IBLUSSOM

Foi exatamente há um ano que, depois de quase 11 anos de silêncio discográfico e 17 desde o seu último álbum de originais, "Sermões a todo rebanho", os TRABALHADORES do Comércio lançaram o álbum Iblussom.
Composto por dois CDs que integram 13 temas inéditos (mais um bónus traque) na bolacha que recebe o nome genérico do álbum e 11 canções clássicas que preenchem o "Cumpilatoriu", este disco tem sido apresentado um pouco por todo o lado, ao longo dos últimos 12 meses. No passado dia 29 de Abril, na FNAC de Braga, todos os que lá estiveram puderam desfrutar dalguns dos temas do álbum nas interpretações dos Trabalhadores, sempre com as indispensáveis e inestimáveis colaborações de Diana Basto e de Marta Ren.
A festa continua já no próximo dia 8, no Parque da Cidade do Porto, na Queima das Fitas. Lá nos veremos.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
uma noba bersom du "Chamem a polícia"
Não sou exatamente o protótipo do tipo que vai em "fetubóis", mas tenho que confessar, que ontem dei comigo a olhar para um plasma à mesma hora que cometia outro simultâneo "pecado": comer uma picanha com tutu de minêro (feijão preto) mesmo ali ao lado de casa, em Leça.
Normalmente fujo dos restaurantes e cafés que, por hábito, me moem a mioleira com a Sport TV a debitar decibéis a despropósito, mas ontem, por comodidade e quase sem mudar as pantufas, acabei no Grade em Brasa a "mandar prá belusa".
E foi precisamente naquele espaço de tempo que mediou entre o primeiro e o segundo golos enfiados magistralmente por um tal Lisandro na balisa do Benfica de Lisboa.
Sem dúvida que quem joga assim não é manco e eu, que não entendo (nem pretendo) nada de futebol, creio ter visto nesses minutos o resumo do tricampeonato do FCP.
O que não me passava pela cabeça é que passasse o que passou: que os 50 e pico mil que ontem lá estavam no Dragão se puesessem a cantar "a capella" o refrão do Chamem a polícia.
Nem a mim nem ao resto da "plantilha" do Comercio.
Para quem, como nós, não esteve lá, aqui fica o testemunho recolhido por um oportuno "reporter".
Entretanto, a coisa tomou tais proporções, que a gaudio de uns e para moléstia de outros, foi uma das notícias da jornada em jornais desportivos e blogs variados:
Jornal O JOGO
"Chamem a Polícia"
Assim que soou o apito final, as instalações sonoras lançaram o clássico "Chamem a Polícia", música popularizada pelos Trabalhadores do Comércio na década de 80. Um clássico, recuperado nos últimos tempos para fins publicitários, mas que, ontem, trazia mais água no bico. É que, depois do jogo que o Benfica empatou no Bessa, há duas semanas, Luís Filipe Vieira tinha pedido intervenção polícial no futebol português, sugerindo a entrada da Polícia Judiciária em campo. Não entrou, mas mandaram chamar.
Reflexão Portista
Chamem a Polícia!
No final do jogo, ... o speaker do Dragão brindou aquela enorme plateia com o “Chamem a Polícia!”, o célebre tema dos “Trabalhadores do Comércio”.
http://reflexaoportista.blogspot.com/2008/04/chamem-polcia.html
e alguns dos respectivos comentarios:
A música 'Chamem a polícia' mal acabou o jogo. Na mouche!
Ou
A festa foi bonita. O Chamem a Polícia : a cereja em cima do bolo.
Fair Play Blog
http://fairplay-b.blogspot.com/2008/04/chamem-polcia.html
diario.iol.pt
Vale tudo, até mandar chamar a polícia
Até final só deu festa. Começou tarde, mas ficou sem hora para acabar. Os adeptos do F.C. Porto saíram do estádio de sorriso nos lábios, provocado também pela despedida ao som do «Chamem a polícia», dos Trabalhadores do Comércio.
http://diario.iol.pt/desporto/maisfutebol-benfica-fc-porto-cronica-futebol-classico/942820-4062.html
http://blogportista.com/chamem-a-policia-ai-ai-ai/
Dragão Pentacampeão
4ª - O sonoplasta do Dragão merece este destaque por ter colocado logo a seguir ao apito final a música dos Trabalhadores do Comércio «CHAMEM A POLÍCIA, OH OH OH, CHAMEM A POLÍCIA» (As minhas desculpas a tão ilustres trabalhadores pela primeira incorrecção)(*)
http://dragaopentacampeao.blogspot.com/
(*)este mesmo bloguista parece ter sido o que no glorificou com o título de Heróis do Comércio. Em tempos de tanto Centro Comercial novo a abrir, qualquer do gremio tem que ser um “herói” para aguentar.
Relvado/aeiou.pt
Chamem a polícia, au au au
Ouviu-se no fim do jogo, nos holofotes (?!) que são responsabilidade da organização, isto é, da direcção do Futebol Clube do Porto. Que giro! O Porto mudou de hino. Acho que sim, acho que vos acenta que nem uma luva!
http://relvado.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=rv.results/4279
Esta para mim é a melhor, pois apresenta uma nova tecnologia desconhecida
abrassu
Serjom
Normalmente fujo dos restaurantes e cafés que, por hábito, me moem a mioleira com a Sport TV a debitar decibéis a despropósito, mas ontem, por comodidade e quase sem mudar as pantufas, acabei no Grade em Brasa a "mandar prá belusa".
E foi precisamente naquele espaço de tempo que mediou entre o primeiro e o segundo golos enfiados magistralmente por um tal Lisandro na balisa do Benfica de Lisboa.
Sem dúvida que quem joga assim não é manco e eu, que não entendo (nem pretendo) nada de futebol, creio ter visto nesses minutos o resumo do tricampeonato do FCP.
O que não me passava pela cabeça é que passasse o que passou: que os 50 e pico mil que ontem lá estavam no Dragão se puesessem a cantar "a capella" o refrão do Chamem a polícia.
Nem a mim nem ao resto da "plantilha" do Comercio.
Para quem, como nós, não esteve lá, aqui fica o testemunho recolhido por um oportuno "reporter".
Entretanto, a coisa tomou tais proporções, que a gaudio de uns e para moléstia de outros, foi uma das notícias da jornada em jornais desportivos e blogs variados:
Jornal O JOGO
"Chamem a Polícia"
Assim que soou o apito final, as instalações sonoras lançaram o clássico "Chamem a Polícia", música popularizada pelos Trabalhadores do Comércio na década de 80. Um clássico, recuperado nos últimos tempos para fins publicitários, mas que, ontem, trazia mais água no bico. É que, depois do jogo que o Benfica empatou no Bessa, há duas semanas, Luís Filipe Vieira tinha pedido intervenção polícial no futebol português, sugerindo a entrada da Polícia Judiciária em campo. Não entrou, mas mandaram chamar.
Reflexão Portista
Chamem a Polícia!
No final do jogo, ... o speaker do Dragão brindou aquela enorme plateia com o “Chamem a Polícia!”, o célebre tema dos “Trabalhadores do Comércio”.
http://reflexaoportista.blogspot.com/2008/04/chamem-polcia.html
e alguns dos respectivos comentarios:
A música 'Chamem a polícia' mal acabou o jogo. Na mouche!
Ou
A festa foi bonita. O Chamem a Polícia : a cereja em cima do bolo.
Fair Play Blog
http://fairplay-b.blogspot.com/2008/04/chamem-polcia.html
diario.iol.pt
Vale tudo, até mandar chamar a polícia
Até final só deu festa. Começou tarde, mas ficou sem hora para acabar. Os adeptos do F.C. Porto saíram do estádio de sorriso nos lábios, provocado também pela despedida ao som do «Chamem a polícia», dos Trabalhadores do Comércio.
http://diario.iol.pt/desporto/maisfutebol-benfica-fc-porto-cronica-futebol-classico/942820-4062.html
http://blogportista.com/chamem-a-policia-ai-ai-ai/
Dragão Pentacampeão
4ª - O sonoplasta do Dragão merece este destaque por ter colocado logo a seguir ao apito final a música dos Trabalhadores do Comércio «CHAMEM A POLÍCIA, OH OH OH, CHAMEM A POLÍCIA» (As minhas desculpas a tão ilustres trabalhadores pela primeira incorrecção)(*)
http://dragaopentacampeao.blogspot.com/
(*)este mesmo bloguista parece ter sido o que no glorificou com o título de Heróis do Comércio. Em tempos de tanto Centro Comercial novo a abrir, qualquer do gremio tem que ser um “herói” para aguentar.
Relvado/aeiou.pt
Chamem a polícia, au au au
Ouviu-se no fim do jogo, nos holofotes (?!) que são responsabilidade da organização, isto é, da direcção do Futebol Clube do Porto. Que giro! O Porto mudou de hino. Acho que sim, acho que vos acenta que nem uma luva!
http://relvado.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=rv.results/4279
Esta para mim é a melhor, pois apresenta uma nova tecnologia desconhecida
abrassu
Serjom
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Uma cidade, um homem, um poema...
16 Abr 2008
Modo actual: perplexo

Sim, sou um gaijo do Porto. Represento bibo ou morto
O mau jeito da cidade!
Manuel Artur dos Santos Dias nasceu em 19 de Julho de 1934 na freguesia da Vitória, Porto, tendo iniciado a carreira jornalística em 1965 n'O Primeiro de Janeiro.
Especializado nas áreas de desporto e de cultura, foi jornalista da RTP e autor de vários livros sobre a cidade e o clube de que era adepto, o FC Porto.
Manuel Dias, casado com Preciosa Branco, irmã do actor Óscar Branco, foi também co-autor da peça de teatro "Um Cálice de Porto", representada pela companhia Seiva Trupe.
MENINO DE RUA
Inda eu era pequenino
Acabado de parir
Ganhei asas de menino
Sempre ao policia a fugir.
Ver um filme de cabois
Por 4 paus no Piolho
Era festa de mil sois
Que daba para encher o olho.
Pé descalço
Bola de meia
Reis e rainhas
Pião rodando
Jogo do arco
Castelos de areia
Meninos de rua,
Brincam, bricando,
Brincam, bricando.........
Menina de loura trança
Bizinha da minha rua
Amor, dança, contra dança
Paixão nossa, minha e tua
Agora que sou grandinho
Acabado de crescer
boto o boto bem certinho
A quem me ajuda a biber.
Gente miuda
Liberdade tanta
mesmo de policias
À espreita na esquina
Quem nos impedia de pintar a manta
De biber sonhando
Menino ou menina
Menino ou menina
SOU UM GAJO DO PORTO
Sou um gajo do Porto
Olha a grande nobidade
Represento bibo ou morto
O mau jeito da cidade
Um mau jeito com seus ques
ou bice-bersa é claro
Trocar os Bs pelos Bs
Tem muita graça e é raro
Curaçon, telebison
É como pronunciamos
Mas tem sempre som e tom
Aquilo de que falamos
Sim, sou um gaijo do Porto
Sim, sou um gaijo do Porto
Tripas som manjar só nosso
Feitas à moda do Porto
E sabemos dar no osso
Se a coisa dá pró torto.
Cunfeitaria ou café
num suplantam um bom tasco
Ondo balcom semprimpé
Bai do maduro ou do berdasco
Curaçon, telebison
É como pronunciamos
Mas tem sempre som e tom
Aquilo de que falamos
Sim, sou um gaijo do Porto
Sim, sou um gaijo do Porto
Perplexo: porque nos dias de hoje,a memória fica curta quando temos que falar de alguém,"muito importante" para: a CULTURA,(Teatro,Musica,Desporto,Literatura,Jornalismo,etc...) e para a cidade do PORTO. Amigo dos colegas que nem sempre souberam retribuir essa amizade de que falo. Falo assim,porque até trabalhei com ele, numa altura em que se era afastado da antiga Radiotelevisão Portuguesa,porque ao sonorizar uma peça desportiva o seu brio profissional o levou a pronunciar a palavra "merda" numa reportagem que não estava a seu gosto e o operador, por azar ou sorte,se esqueceu de apagar.
Curaçon, telebison
É como pronunciamos
Mas tem sempre som e tom
Aquilo de que falamos
Sim, sou um gaijo do Porto
ATÉ SEMPRE...MANEL.
do Miguel Cerqueira.
Modo actual: perplexo

Sim, sou um gaijo do Porto. Represento bibo ou morto
O mau jeito da cidade!
Manuel Artur dos Santos Dias nasceu em 19 de Julho de 1934 na freguesia da Vitória, Porto, tendo iniciado a carreira jornalística em 1965 n'O Primeiro de Janeiro.
Especializado nas áreas de desporto e de cultura, foi jornalista da RTP e autor de vários livros sobre a cidade e o clube de que era adepto, o FC Porto.
Manuel Dias, casado com Preciosa Branco, irmã do actor Óscar Branco, foi também co-autor da peça de teatro "Um Cálice de Porto", representada pela companhia Seiva Trupe.
MENINO DE RUA
Inda eu era pequenino
Acabado de parir
Ganhei asas de menino
Sempre ao policia a fugir.
Ver um filme de cabois
Por 4 paus no Piolho
Era festa de mil sois
Que daba para encher o olho.
Pé descalço
Bola de meia
Reis e rainhas
Pião rodando
Jogo do arco
Castelos de areia
Meninos de rua,
Brincam, bricando,
Brincam, bricando.........
Menina de loura trança
Bizinha da minha rua
Amor, dança, contra dança
Paixão nossa, minha e tua
Agora que sou grandinho
Acabado de crescer
boto o boto bem certinho
A quem me ajuda a biber.
Gente miuda
Liberdade tanta
mesmo de policias
À espreita na esquina
Quem nos impedia de pintar a manta
De biber sonhando
Menino ou menina
Menino ou menina
SOU UM GAJO DO PORTO
Sou um gajo do Porto
Olha a grande nobidade
Represento bibo ou morto
O mau jeito da cidade
Um mau jeito com seus ques
ou bice-bersa é claro
Trocar os Bs pelos Bs
Tem muita graça e é raro
Curaçon, telebison
É como pronunciamos
Mas tem sempre som e tom
Aquilo de que falamos
Sim, sou um gaijo do Porto
Sim, sou um gaijo do Porto
Tripas som manjar só nosso
Feitas à moda do Porto
E sabemos dar no osso
Se a coisa dá pró torto.
Cunfeitaria ou café
num suplantam um bom tasco
Ondo balcom semprimpé
Bai do maduro ou do berdasco
Curaçon, telebison
É como pronunciamos
Mas tem sempre som e tom
Aquilo de que falamos
Sim, sou um gaijo do Porto
Sim, sou um gaijo do Porto
Perplexo: porque nos dias de hoje,a memória fica curta quando temos que falar de alguém,"muito importante" para: a CULTURA,(Teatro,Musica,Desporto,Literatura,Jornalismo,etc...) e para a cidade do PORTO. Amigo dos colegas que nem sempre souberam retribuir essa amizade de que falo. Falo assim,porque até trabalhei com ele, numa altura em que se era afastado da antiga Radiotelevisão Portuguesa,porque ao sonorizar uma peça desportiva o seu brio profissional o levou a pronunciar a palavra "merda" numa reportagem que não estava a seu gosto e o operador, por azar ou sorte,se esqueceu de apagar.
Curaçon, telebison
É como pronunciamos
Mas tem sempre som e tom
Aquilo de que falamos
Sim, sou um gaijo do Porto
ATÉ SEMPRE...MANEL.
do Miguel Cerqueira.
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