quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Um dia do carago...


Prefiro,considerar-me apenas um ser vivo que habita aqui e vive o prazer ou a dificuldade de cada momento tal e qual a vida me vai desvendando os caminhos por onde eu,de livre arbítrio vou escolhendo passar.
Em 48 anos fui apreendendo a transpor,bem ou menos bem,todos os obstáculos e a apreciar e gozar dos prazeres,respeitando o espaço dos outros e essencialmente o meu.
Hoje,(9/8/2008),tive o "enorme prazer" de começar o meu aniversário,a fazer aquilo que mais gosto,com as pessoas que mais gosto,num dos locais que mais gosto,o tal "Paraíso" citado no artigo anterior. Depois viagei para a cidade onde vivo e que, naturalmente também gosto com as duas pessoas que mais amo para terminar estas quase 24 horas em concerto,na minha cidade desde os 5 anos de idade,V.N.de Gaia.Durante todo o dia fui tendo,surpresas,algumas que não acreditava que eram verdade...
Bem hajam,os meus GRANDES AMIGOS:Alvaro,Sérgio,Jorge,João,Diana Basto,Marta,Meireles,Pedro Rangel,João Azevedo,Heric,Baguim,Ni,Diana Bianca,Graça,Claudia,Pedro,Tiago,Ara,Lara,Hugo,Lili e os DOIS AMORES com quem partilho a vida:Isabel e Raquel.

"Os 48 do Miguel"

domingo, 10 de agosto de 2008

OS TRABALHADORES NO PARAISO



Pois foi assim no clube Nautico de San Vicente do Mar, na Galiza, na passada Sexta 8 de Agosto, já entrado o Sábado. Com a sala à pinha e muitos mais do lado de fora, espalhados pelas terras que compõem esse local paradisíaco entres duas das mais belas rias que recortam a região, os Trabalhadores tocaram cerca de 2 horas e meia, um concerto onde todos demos o litro.
Com colaborações de luxo, que deixaram os assitentes, entre os quais muitos veraneantes portugueses, a pedir outro bis, fomos passando revista ao reportório mais relevante da banda. Para isso contámos com a Marta Ren, como já vai sendo habitual, com o guitarrista Jose Bao (ex-Malamente, ex-Post) numa soberba sessão de blues e, no final, com o Miguel de la Cierva, o homem que dá vida ao local, e que domina a pedal steel como poucos, a improvisar sobre o Binhu garrafas de binho ou o Cu ó léu
Um acontecimento que tardaremos em armazenar nas profundezas da nossa RAM, por muitas razões que aqui não cabe enumerar. Só quem la esteve...

... e já agora agradecer ao espectador que teve o trabalho e a simpatia de gravar, editar e publicar o que, entretanto, pescámos no Youtube.

Para o ano, lá estaremos de novo.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

sobre o CU e outros buracos das nossas televisões

Algumas pessoas continuam a insistir, principalmente da cintura (do país) para baixo, que não têm CU. Não os censuro por quererem ter "rabo". Aqui na Galiza, onde vivo, todos os machos o temos, só que do lado oposto.
Quando eu era pequenino, a minha mãe deixou-me bem explícito que o conjunto formado pelas duas nádegas e pelo ânus (vulgo "olho do cu") constituía um órgão vital para a sobrevivência de todo o ser humano, pois para além de almofada de protecção do osso ilíaco -- sei bem do que falo, pois ainda recordo os bancos de pau das carruagens de 3ª classe da CP, tão bem quanto as carteiras da escola primária, do liceu ou até da UP -- este órgão é o responsável pela expulsão de tudo, ou quase tudo, o que sobra no nosso organismo. No seu propósito de me educar convenientemente, a mãe Casais (que nunca aceitou adoptar o apelido Castro, já podeis imaginar de que "marca" é) ensinou-me a referir-me a ele (ao órgão) como TUTU. Convenhamos que era uma razoável aproximação e, afinal, uma garantia, que o Serviço Nacional de Censura, a PIDE ou simplesmente um exacerbado brigadeiro de bons costumes não me viria incomodar. Assim cresci, convencido que tanto eu como o gato tínhamos um tutu cada um, só que o dele ornamentado por um nervoso e irrequieto RABO. Rabo eu não tinha não, nem ninguém na família.
Passaram todos estes anos, com câmbios notáveis na nossa sociedade, revolução de Abril incluída, e chego agora à conclusão que fui um grande atrevido, quando tive a ousadia de escrever, musicar e propor aos meus companheiros que a integrassem num CD e no repertório dos Trabalhadores, uma canção intitulada "Cu ó léu". Pelos vistos, esta palavra (Cu), que figura no lugar que lhe pertence no dicionário da Porto-Editora, da mesma forma que na Tabela Periódica da Química, não é apropriada para consumo, entre outras, das "boas famílias" que contribuem para os picos de audiência do programa "Chamar a Música" da SIC, no qual participamos há umas semanas e que, ironia das ironias, é apresentado pelo nosso amigo Herman, todo um especialista em liberdades verbais. A produção do programa, depois de tentar demover-nos de interpretar a canção por inapropriada para o horário "nobre" e tipo de audiência (crianças, disseram?!?), aceitou, mas apesar do trabalho que me deram a preparar as legendas em Português académico (como de resto se pôde observar na interpretação do "Chamem a pulíssia" - ver post anterior) não as emitiram e trataram a canção e os intérpretes como produto do orifício em discussão. Reparem bem no resultado. Foi tal qual como se pode apreciar.

Para cúmulo, em nenhum momento indicam que as vozes são em directo em ambas as canções. Coisas da TV.
Mais logo, quem puder (e quiser) que se venha divertir connosco em Leiria. que o tempo convida...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Os Trabalhadores numa actuação bilingue


Pois no próximo Domingo somos os convidados especiais do programa "Chamar a Música" que se transmite na SIC, a partir das 22 horas, conduzido por Herman José. E não é que, finalmente, alguém deu conta de que falamos uma língua diferente? E para gáudio de todos quantos acreditamos que, algum dia, o Nortense será a terceira língua oficial dentro do estado Português, vamos poder tê-lo, ao Nortense, traduzido em tempo real, durante as duas interpretações dos Trabalhadores. É mesmo verdade: legendas em Português académico, como o que preenche as páginas dos dicionários da Porto Editora. Não percam esta ocasião única. Nós ainda não cremos na promessa.
... Só que antes disso, passaremos pelo entroncamento na Quinta 19 de Junho. Apareçam!!

Trabs

sábado, 17 de maio de 2008

Regresso às origens

Na passada segunda feira 12, cinco estudantes do 12º ano da Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto, apresentaram no Auditório da casa, perante uma sala cheia de alunos e professores, um documentário de 50 minutos dedicados à Música Pop/ular Portuguesa dos últimos 50 anos, sob o sugestivo título "Soldados da CriaSom". O nome, por si só, já seria suficiente para atrair a nossa atenSom, e não faz falta explicar porquê neste blog, mas é que, para além dele, também se dava o facto de nós, os Trabalhadores, sermos uns dos protagonistas do vídeo. Entretanto tínhamos sido convidados a assistir à "première" e não quisemos faltar. Com meios muito exíguos, desde as filmagens até à edição e montagem, estes 5 jovens, "brilhantes" na opinião de alguns dos seus professores com quem tivemos oportunidade de conversar, produziram uma sequência de imagens, com excelente ritmo e montes de atractiva informação, que mantiveram interessadamente atentos todos quantos enchiam o auditório, onde tantas vezes nos anos 60 assisti, com bastante menos interesse diga-se, às aulas de canto coral. É que, meus amigos, eu sou um dos "velhos" (se calhar não devia ter posto aspas, mas fica assim) alunos do então Liceu Alexandre Herculano, onde aprendi, entre coisas boas, o hino da Mocidade Portuguesa, à qual, justiça seja feita à minha mãe que moveu o que pôde para que assim fosse, nunca pertenci. Ainda que cantasse a letra de forma robótica, no meu subconsciente eu dizia "Lá ides, cantando e rindo, lavados, lavados sim, no cérebro qu'inda vos resta..."
Devo ter começado por essa altura a explorar a minha veia humorística e a minha tendência para versionar canções com uma "certa" dose de ironia.



Assim rezava o convite que nos foi dirigido

Olá!
Somos um grupo de alunos do 12º ano da Escola Secundária Alexandre Herculano do Porto, e estamos a desenvolver um projecto sobre a Diversidade Cultural na música portuguesa. Para podermos retratar com veracidade o panorama e as diferentes influências na música portuguesa, resolvemos realizar um documentário, onde sejam reunidas entrevistas, peças com excertos musicais, videos...
Gostavamos de vos entrevistar, já que representam a pura influência rock no nosso país mas principalmente na nossa cidade, demonstrando a essência portuense nos vossos albuns.
Se for possivel agradeciamos que nos dessem uma resposta para podermos posteriormente realizar a entrevista ou mesmo assistir a algum ensaio por exemplo.

Os nossos cumprimentos,

Sara,
(na foto acima) Tânia, João, Mauro e Emanuel


Numa sala que começava a encher de forma exemplarmente disciplinada, parece que éramos os únicos que não mantinham a compostura (é que a fotógrafa estava lá).

No final até houve sessão de autógrafos...

terça-feira, 13 de maio de 2008

As última aventuras...


Ainda que não fosse o nosso tipo de aquário, o Queimódromo funcionou de maravilha e a macacada percebeu que, mais tarde ou mais cedo, íamos tocar o "Chamem", o "Taquetinho", o "Pom" e o "Gaijo do Pôrto". O resto do "recheio", ou seja os temas do "Iblussom", algum dia hão-de ser trauteáveis, ou talvez não, mas também não é importante: nunca tivemos propensão p'rá pastilha elástica com o sabor do mês.



Também valeu a pena essa excitada e excitante colaboração da Teresa Paiva, em gaita galega, na abertura com o "Cordabida", e que o João Azevedo ilustrou com imagens a propósito.

Por tudo isto acabámos mais divertidos no Sábado à tarde, às portas do mercado do Bolhão, onde a claridade do dia ainda não convidava ao coma etílico. Além do mais, a causa em si despertava todo o nosso espírito de solidariedade e sacrifício, relembrando velhas experiências de chegar aos eventos antes dos próprios meios técnicos e subir a tocar embebidos na incógnita do "como soará?".
Mas eis que, uma vez mais, a surpresa agradável desperta a adrenalina e o resultado final foi, segundo as crónicas, insuperável. Esperamos que ainda ecoe nos crâneos proclives às demolições.
Serjom

fotos de Luís Pedro Carvalho

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1 ANO de IBLUSSOM


Foi exatamente há um ano que, depois de quase 11 anos de silêncio discográfico e 17 desde o seu último álbum de originais, "Sermões a todo rebanho", os TRABALHADORES do Comércio lançaram o álbum Iblussom.
Composto por dois CDs que integram 13 temas inéditos (mais um bónus traque) na bolacha que recebe o nome genérico do álbum e 11 canções clássicas que preenchem o "Cumpilatoriu", este disco tem sido apresentado um pouco por todo o lado, ao longo dos últimos 12 meses. No passado dia 29 de Abril, na FNAC de Braga, todos os que lá estiveram puderam desfrutar dalguns dos temas do álbum nas interpretações dos Trabalhadores, sempre com as indispensáveis e inestimáveis colaborações de Diana Basto e de Marta Ren.
A festa continua já no próximo dia 8, no Parque da Cidade do Porto, na Queima das Fitas. Lá nos veremos.