
Ainda que não fosse o nosso tipo de aquário, o Queimódromo funcionou de maravilha e a macacada percebeu que, mais tarde ou mais cedo, íamos tocar o "Chamem", o "Taquetinho", o "Pom" e o "Gaijo do Pôrto". O resto do "recheio", ou seja os temas do "Iblussom", algum dia hão-de ser trauteáveis, ou talvez não, mas também não é importante: nunca tivemos propensão p'rá pastilha elástica com o sabor do mês.



Também valeu a pena essa excitada e excitante colaboração da Teresa Paiva, em gaita galega, na abertura com o "Cordabida", e que o João Azevedo ilustrou com imagens a propósito.

Por tudo isto acabámos mais divertidos no Sábado à tarde, às portas do mercado do Bolhão, onde a claridade do dia ainda não convidava ao coma etílico. Além do mais, a causa em si despertava todo o nosso espírito de solidariedade e sacrifício, relembrando velhas experiências de chegar aos eventos antes dos próprios meios técnicos e subir a tocar embebidos na incógnita do "como soará?".
Mas eis que, uma vez mais, a surpresa agradável desperta a adrenalina e o resultado final foi, segundo as crónicas, insuperável. Esperamos que ainda ecoe nos crâneos proclives às demolições.
Serjom

fotos de Luís Pedro Carvalho