segunda-feira, 4 de maio de 2009

O single já rola no Myspace e em www.trabalhadoresdocomercio.org

Os últimos dias foram realmente muito intensos. Entre os ensaios e a preparação para essa efeméride universal, que vai sendo cada vez mais, o Dia dos Trabalhadores (do Comercio), não tivemos quase tempo para respirar. Dia 30 partímos para Tomar para um concerto integrado na Semana Académica da cidade que, apesar de estar programado para as 2.15 do dia seguinte (¿?) acabou a efectuar-se só a partir das 3.
No dia seguinte, ou melhor, um pouco mais tarde e só com 2 horas e meia de cama, tivemos que voltar para o Norte, de forma a chegarmos antes do meio-dia ao B-Flat e nos prepararmos para o grande evento. À hora combinada a RTP, a TVI, a RTV, a Porto Canal e o Público lá estiveram para recolher toda a informação e gravar as respectivas reportagens. A uma hora realmente pouco habitual, mas com um belíssimo dia como cenário, realizámos o nosso “xouqueize” e divertimo-nos como nunca. O Xico chegou um pouco tarde, mas ainda a tempo. Tive pena que não me tivesse ouvido a ler a sua prosa sobre o Douro, mas quem ouviu gostou. Como eu.
Depois ainda deu tempo para ir correndo ensaiar com as Vozes e os Mafras. Mais logo conto-vos.

terça-feira, 21 de abril de 2009

É já no próximo dia 1 de Maio - Dia dos Trabalhadores

Desde 1889 que o 1º de Maio foi instituido como o Dia Mundial do Trabalho, em Paris, mais tarde internacionalmente reconhecido como o Dia do Trabalhador, mas só em 2007 ficou formalmente assumido como o Dia dos Trabalhadores.
Pois este ano, quando quase se cumprem os 30 anos do projecto Trabalhadores do Comercio, estamos a ultimar a gravação de um álbum que verá a luz do dia, em vários formatos, depois do próximo Verão.
Por tudo isto, os Trabalhadores voltam a escolher o dia 1 de Maio para apresentar o primeiro single do seu novo álbum. Só que desta vez os temas têm lançamento “digital” no MYSPACE e na página oficial da banda www.trabalhadoresdocomercio.org, donde se poderão desgarregar gratuitamente.
A cerimónia, transmitida por vários media convidados, entre os quais e já confirmado o Jornal da Tarde da RTP1, vai ter lugar no novo espaço B-Flat de Leça da Palmeira, a partir das 13 horas desse dia feriado. Um pouco mais tarde terá lugar um “xou-queize” dos Trabalhadores.


Entretanto, se a curiosidade vos rói as entranhas, a pre-estreia de um dos "lados" do single ocorrerá já no próximo dia 28 de Abril, na Praça da Alegria da RTP1, a partir das 11 horas.

domingo, 29 de março de 2009

A RECONQUISTA


Vigo celebra este fim de semana o bicentenário da Reconquista da cidade que em 1809 estava debaixo de administração Francesa, coincidindo com o que, em Portugal, conhecemos como a 2ª Invasão Francesa -- realmente Franco-Espanhola -- debaixo do comando do General Soult.


Mas se algo 'reconquistou' Vigo com esta festa popular, foi o bolício dos anos 80 que, acima de tudo, me atraiu e convenceu a assentar arraiais nesta cidade, cada vez mais cosmopolita, mas que, há anos, não animava de forma tão inequívoca toda a zona do 'Casco Vello'.


Às 6 da tarde teve início uma extensa representação narrada/cantada, ao som da sanfona e que, desde vários palcos estrategicamente colocados em distintos pontos da belíssima Praza da Constitución, onde se sitúa o antigo Ayuntamiento, nos foi contando as estórias vividas pela população local e as, já então, qualidades camaleónicas dos políticos locais para adaptar-se às circunstâncias, no intuito de "manter a paz e a ordem" e causar o menor sacrifício possível à população. 'Tá-se mesmo a ver!


O alcaide Vazquez Varela foi fazendo sucessivos pactos com Chalot, o genral governdor da cidade (na foto à direita, montado a cavalo).
Um dos momento altos da celebração foi sem dúvida a triunfal entrada do Tenente do exército Portugues Baptista Almeida que, à boa maneira do político fanfarrão luso (já há 200 anos) terminou o inflamado discurso mandando os 'gabachos' (os Franceses) cantar a Marselhesa "p'ra puta que os pariu". Tal e qual.


Isto fez com que actores, figurantes e a 'peña' em geral se dirigissem estrategicamente para a Porta de Gamboa (que os portugueses conhecem melhor por ser um dos santuários do marisco Vigues) para ajudar na "reconquista" da cidade.

No preciso local em que, no tempo da desaparecida muralha, existia tal porta, havía agora uma reprodução espectacular com porta de madeira 'reforçada a ferro',
que os 'populares sublevados' com a ajuda de um ariete, romperam, permitindo-lhes a entrada no Casco Velho "fortificado".


A ÚLTIMA BATALHA
Recuperada a cidade, já só restava expulsar o exército invasor da região. O epílogo do episódio foi a retirada das tropas francesas num barco que partiu da Ria de Vigo "rumo a França".


Um dia realmente divertido em que as figuras incondicionais do bairro marcaram presença...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Já arde Galiza, já arde Portugal!!


“Arde Galicia con lume florestal, tamén arden os meus ollos con pupilas de metal”, cantavam os Resentidos de Antón Reixa, já lá pelo ano de 1988. E faziam-no por razões óbvias. Quase 20 anos depois, os Trabalhadores sacavam à luz o tema “Ardenmus olhus”, como resposta tão “politicamente correcta” quanto enraivecida, aos incêndios que devastaram o Norte de Portugal e a Galiza durante o Verão de 2006.
Ainda estamos só em Março de 2009 e os miseráveis que sacam proveito destas catástofres intencionadas não perderam tempo e aproveitaram “bem” o descuido dos governos de ambos países. Já ardem hectares de floresta em Zamora, Galiza e desde ontem no Parque Natural Peneda-Gerêz, no Norte de Portugal.
Ou seja, que a mensagem continua vigente: a cada um que apanhem com a mão na “massa”, que lha cortem. E da segunda vez, em caso de reincidir, que lhe cortem a outra que, pelos vistos, sobram-lhe ambas...
Nós deixamos ficar aqui a canção.

Ardenmus olhus

Abrassu

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Finalmente imagens de Carviçais 2008

Tenho andado à volta de mim mesmo sem parar e sem saber muito bem em que momento devo dar total liberdade à força centrífuga para que me ajude. Por essa razão, também, e porque ainda não terminei o meu quarto de trabalho em casa - isolamento, acondicionamento acústico, colocação dos equipamentos, etc - acabo a fazer estes serviços na sala de trás da empresa que é, acusticamente falando, uma vergonha.
Foi por isso, e por aquilo também, que tardei todo este tempo em dar o retoque final ao audio da gravação do passado Festival de Carviçais. Para não somar mais atrasos aqui estão duas amostras do que lá se passou no dia 3 de Agosto do ano passado, quando os Trabalhadores subiram ao palco.
Lucinda e Ispáncame ao vivo, gravado pela Digital Frame directamente a estéreo.
Divirtam-se...



domingo, 15 de fevereiro de 2009

Reiterando o Nortense


Afinal é verdade e confirma-se que não fomos nós que inventámos esta linguagem "Nortense". Está documentada em exemplos como os que aparecem aqui e é mais velha do que nós.



Encontrámos este bordado no Museu do Alvarinho em Monção, hoje que, finalmente fazía um bom dia para meter rodas ao caminho e ir arejar um pouco. Mais que tudo necessitáva de respirar ar impoluto, depois da "prisão domiciliária" dos últimos dois dias a misturar um par de temas novos dos Trabalhadores. Atentos...




Dali a Castro Laboreiro é um saltinho. Vale a pena, que a serra da Peneda é uma curtição indescritível.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A 1ª HORA DE 2009


Apesar dos 4 convites para tocar com os Trabalhadores no Fim d'Ano, um deles por triplicado, por esta ou por aquela razão, acabamos por não chegar a nenhum acordo: coisas da “crise”. Assim que uma possível solução era ir por aí “distribuir” notas de 50 (ou de 100) ou, o que é pior, assinar talões de pagamento por VISA. Uma terceira alternativa era ficar por casa e por ela optámos. No fundo uma opção muito em consonância com os hábitos galegos e espanhóis em geral, pois neste país muita gente faz um jantar familiar, passa o ano no aconchego do lar, na espectativa de não se atragantar com as 12 uvas da praxe* e então depois – só depois de se certificar que o ano entrante vem com boas intenções e que os vizinhos suspenderam o “bombardeamento” do primeiro minuto** – saem de festa.
Assim sendo, passámos a nossa primeria hora de 2009 em companhia do ecrã, zapeando entre a RTP Internacional (saudades de emigrante) e a TVE1. E nisto tive o primeiro mau pressentimento sobre 2009.
Já todos sabíamos que os bancos nos “roubavam” com mais ou menos descaramento desde tempos imemoriais, mas só em 2008 é que a maioria tivemos verdadeira consciência não só dos métodos aplicados, das quantias em jogo e, principalmente, da impunidade com que o fazem (e seguirão). Mas francamente pareceu-me um sarcasmo de mau gosto que a TVE tivesse o atrevimento de permitir à Mastercard não só anunciar no fulcro da viragem mas, e ainda por cima, permitir que os dois ZEROS de 2009 colocados sobre o relógio da Puerta del Sol de Madrid fossem os dois círculos do símbolo do producto.
Na esperança de ver algo mais imaginativo e prometedor mudámos para a RTPI. De repente pareceu-me que aquela “Espécie de Reveillón” do ano anterior tinha sido um programa “genial” e isso não era bom sinal.
Cavalheiros! Chega de OT, chega de “A Minha Geração” (ao qual recusámos ir – não fomos os únicos – por nos parecer um programa fraco e não concordarmos que nos impusessem o guião). Meus senhores, mudem de productores, de realizadores, de director se for preciso, mas puxem pela cabeça controlando os intestinos! Por favor!
E já agora a BT (ou qualquer nova autoridade criada expressamente pelo governo) devería começar a realizar provas de alcolémia à ENTRADA DOS PROGRAMAS para que nos poupem ao espectáculo triste...
Na Praça América de Vigo a festa continuava animada, apesar da chuvinha intermitente.

Que o resto de 2009 seja muito mais feliz para todos!

Sergio Castro

*Este costume, bem típico (e julgo que exclusivo) da España, remonta a 1909, um ano especialmente fértil em colheita de uvas, a tal ponto que os vinicultores da zona mediterrânea tiveram a brilhante ideia de distribuir o excedente pela população, convencendo-a de que comer 12 uvas durante as badaladas da meia-noite que assinalam a transição entre o ano que acaba e o que começa traría sorte a quem o fizesse. Tal deve ter sido o resultado que passados todos estes anos a tradição ainda se mantém. É mais dificil do que pode parecer e mais do que um já se entalou.
** Outro costume curioso e com diferentes riscos é o de vir à janela no primeiro minuto do novo ano, despejar uma mão cheia de petardos, dos mais ruidosos possível, sem se olhar a quem passa nem se preocupar com os veículos estacionados. Uma boa parte destes dispara o alarme com algumas das ondas expansivas e então a paisagem sónica ja é de guerra civil.